BEM-VINDA, VOCÊ!...

  

Que está sem estar,

Que é presente ausente,

Que ouve meu silêncio,

Ignora meus gritos.

Aos meus lamentos, indiferente,

E não interfere

Em meu sorrir ou meu chorar...

 

Bem-vinda, você!

Que desdenha meus versos,

E o meu assobiar,

O meu canto atravessado,

Meu dormir ou despertar...

 

Bem-vinda, você!

Que não sabe ver as horas,

Nem ouve minha canção.

Seja bem-vinda, meu nada,

Minha eterna namorada,

Minha fada solidão...

 

          Edson Carlos Contar

 

 

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